A Andreessen Horowitz (a16z) traçou um mapa com 11 caminhos onde a blockchain pode se integrar à inteligência artificial (IA), combatendo a centralização das Big Techs. Em vez de concentrar poder em poucas empresas, a cripto oferece controle sobre identidade, dados e pagamentos aos usuários. Essa visão, publicada em 20 de janeiro, posiciona a web rumo a interfaces dominadas por prompts de IA, com blockchains como camada neutra essencial para o futuro.
Combate à Centralização: A Base Neutra da Blockchain
A a16z argumenta que, com o avanço da IA, sites tradicionais perdem tráfego para agentes autônomos. Aqui, a blockchain surge como infraestrutura para contextos persistentes de usuários, identidades portáteis para agentes de IA e pagamentos on-chain sem intermediários. Isso evita que plataformas controlem distribuição e receitas.
Imagine agentes de IA negociando dados ou serviços diretamente, sem depender de gatekeepers centralizados. Projetos como o Solana Attestation Service já permitem vincular credenciais off-chain a carteiras, preservando privacidade, enquanto o proof of personhood descentralizado, como o World’s Proof of Human, distingue humanos de bots sem IDs centralizados.
Essa abordagem técnica democratiza o acesso, tornando a IA mais inclusiva e resistente a monopólios.
DePIN: Infraestrutura Física Descentralizada para IA
Um destaque é o uso de DePIN (redes de infraestrutura física descentralizada) para agregar recursos computacionais ociosos. Com quase metade do tráfego da internet vindo de fontes automatizadas, sites bloqueiam scrapers de IA, criando tensão.
A DePIN permite pooling de hardware de PCs gamers e data centers para treinamento e inferência de IA, reduzindo dependência de provedores como AWS ou Google Cloud. Isso alinha com mercados preditivos descentralizados, onde IA pode prever eventos e liquidar apostas on-chain, integrando previsão com execução confiável.
Exemplo prático: crawlers pagando sites por dados via micropagamentos, fomentando um ecossistema colaborativo.
Identidade, Pagamentos e Propriedade On-Chain
Identidade e pagamentos recorrentes nos 11 caminhos. Micropagamentos entre agentes de IA, criadores de conteúdo e usuários resolvem revenue sharing. Quando uma IA usa dados de terceiros, blockchains garantem compensação automática.
Vitalik Buterin, cofundador do Ethereum, planeja abandonar redes sociais centralizadas em 2026, favorecendo plataformas descentralizadas. A Ethereum Foundation lançou equipe de IA focada em agentic payments, posicionando o Ethereum como camada de liquidação para transações máquina-a-máquina.
Isso cria reputação e transferência de valor neutros, essenciais para IA ubíqua.
Projetos Reais e o Horizonte Visionário
Embora nem todos os caminhos estejam maduros — como companheiros de IA de propriedade do usuário ou mercados agente-agente —, a a16z destaca viabilidade. A visão é de IA como intermediários sempre ativos entre pessoas, dados e dinheiro, com cripto garantindo soberania.
Para brasileiros, isso significa oportunidades em ecossistemas globais, monitorando DePIN e atestações para inovar localmente. O mapa da a16z não é só especulação: é um roteiro técnico para a próxima década.
💰 Comece a investir em criptomoedas: Abra sua conta gratuita na Binance e acesse um dos maiores ecossistemas cripto do mundo.
📢 Este artigo contém links de afiliados. Ao se cadastrar através desses links, você ajuda a manter o blog sem custo adicional para você.
⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.