Hub hexagonal centralizado com rachaduras vermelhas vazando energia e '4B' fragmentado, simbolizando hacks recordes de US$ 4 bi em exchanges cripto

Hacks em Exchanges Batem Recorde de US$ 4 Bilhões e Sacodem o Mercado Cripto

📊 BOLETIM CRIPTO | 18/01/2026 | NOITE

O setor de criptomoedas encerra este domingo sob o peso de revelações alarmantes sobre a segurança em infraestruturas centralizadas. Um novo relatório detalhado aponta perdas bilionárias históricas em 2025, com ataques se concentrando massivamente em exchanges, o que abala a confiança do investidor médio. Ao mesmo tempo, o cenário regulatório se torna mais rígido, com pressões da Casa Branca sobre a Coinbase e bloqueios de aplicativos na Coreia do Sul. Entretanto, o viés de baixa moderado é contido por dados robustos de adoção real: os pagamentos com cartões cripto atingiram US$ 18 bilhões, sinalizando que as stablecoins estão se tornando fundamentais para o consumo global. O viés pessimista moderado prevalece, sustentado pelo receio de segurança, mas limitado pela resiliência da adoção institucional e prática.


🔥 Destaque: Hacks e Scams em CEX batem US$ 4,04 Bilhões

O relatório anual da PeckShield revelou um cenário sombrio para a segurança cibernética em 2025, com perdas totais atingindo US$ 4,04 bilhões, uma alta de 34% em relação ao ano anterior. O dado mais crítico é a mudança tática dos atacantes: as exchanges centralizadas (CEX) absorveram 75% de todos os prejuízos, um salto drástico em comparação aos 46% registrados em 2024. Este movimento indica que grupos criminosos altamente sofisticados, como o Lazarus Group, migraram seu foco de protocolos DeFi para alvos de maior liquidez e custódia concentrada.

O hack da Bybit, que resultou no roubo recorde de US$ 1,51 bilhão, foi o catalisador desse desequilíbrio, sendo agora classificado como o maior da história das criptomoedas. Além dos ataques técnicos, os golpes personalizados cresceram 64%, totalizando US$ 1,37 bilhão, o que destaca a eficácia da engenharia social sobre usuários de alto patrimônio. A taxa de recuperação de fundos caiu para apenas US$ 334,9 milhões, sugerindo que as técnicas de lavagem on-chain estão superando a capacidade de resposta das autoridades.

Para o investidor, este relatório serve como um alerta sistêmico sobre os riscos de manter grandes volumes em custódia de terceiros. A tendência é que vejamos um aumento na migração para soluções de auto-custódia e carteiras de hardware nos próximos meses. Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin está cotado a R$ 514.163,08, apresentando estabilidade apesar da pressão negativa vinda dos dados de segurança global.


📈 Panorama do Mercado

O mercado atravessa um período de transição onde o risco regulatório e a infraestrutura de rede são os principais influenciadores. Enquanto nos Estados Unidos o impasse sobre o Projeto de Lei Cripto gera atritos entre a Casa Branca, a Binance e a Coinbase, na Coreia do Sul a exclusão de apps internacionais do Google Play fragmenta a liquidez. Esse aperto regulatório sugere um ambiente de maior conformidade, mas à custa da conveniência do usuário internacional.

Por outro lado, o uso de stablecoins como camada de liquidação para cartões de consumo demonstra que a utilidade real está superando a especulação pura. O fato de os pagamentos via cartões terem superado as transferências P2P é um marco de maturidade para o ecossistema. Setores como DeFi e infraestrutura de pagamentos devem continuar atraindo capital, enquanto as exchanges centralizadas precisam investir pesadamente em segurança para recuperar a reputação abalada pelos dados da PeckShield.


⚠️ Riscos a Monitorar

  • Ataques Estatais Sofisticados: Grupos como o Lazarus estão focados em cold wallets de exchanges centralizadas, representando um risco sistêmico de liquidez caso novos grandes saques ocorram.
  • Incerteza do Bill Cripto EUA: O impasse na regulação de rendimentos de stablecoins pode paralisar o apoio executivo ao projeto de lei, mantendo o mercado em um limbo jurídico por mais tempo.
  • Malwares via Instalação Direta: O bloqueio de apps na Coreia do Sul pode levar usuários a baixar arquivos APK não verificados, aumentando drasticamente os casos de phishing e roubo de fundos em dispositivos móveis.
  • Exaustão de Comprados em Altcoins: O bloqueio do XRP em US$ 2, com liquidações unilaterais, sugere que o otimismo excessivo de alavancagem pode ser punido por correções rápidas em sombras de preço.

💡 Oportunidades Identificadas

  • Migração para Auto-Custódia: A insegurança em CEXs impulsiona a demanda por hardware wallets e protocolos não-custodiais, beneficiando projetos focados em autonomia financeira e segurança auditada.
  • Expansão de Cartões Cripto: Com o crescimento de 106% no volume de cartões, empresas que oferecem gateways de pagamento e integração com redes como Visa/Mastercard tendem a ganhar valor de mercado.
  • Arbitragem de Taxas de Financiamento: O desequilíbrio extremo em derivativos de altcoins cria janelas para traders capturarem prêmios através de posições vendidas contra o excesso de alavancagem otimista.

📰 Principais Notícias do Período

1. PeckShield: US$ 4,04 bi perdidos em hacks e scams em 2025
Relatório anual revela que as perdas cresceram 34%, com foco preocupante em exchanges centralizadas, que foram alvo de 75% dos ataques. O roubo à Bybit lidera o prejuízo histórico do setor.

2. Cartões cripto atingem US$ 18B e superam transferências P2P
O volume mensal de pagamentos saltou para US$ 1,5 bilhão em 2025. A adoção via cartões agora é o principal driver de atividade de stablecoins, superando as tradicionais transferências entre carteiras.

3. Casa Branca pressiona Coinbase por acordo sobre yields
A presidência americana ameaça retirar apoio ao projeto de lei bipartidário se não houver um acordo com bancos comunitários. O ponto de discórdia é o medo de uma fuga de US$ 6,6 trilhões de depósitos bancários para stablecoins rentáveis.

4. Google Play retira exchanges estrangeiras na Coreia do Sul
A medida, exigida pelo FIU sul-coreano, afetará plataformas globais a partir de 28 de janeiro. Apenas 27 plataformas locais registradas manterão presença na Play Store, forçando usuários internacionais a métodos arriscados.

5. XRP registra desequilíbrio de 8.700% em liquidações na barreira de US$ 2
O otimismo desenfreado encontrou uma resistência técnica brutal. Quase 99% das liquidações em XRP nas últimas horas foram de posições compradas, evidenciando uma armadilha de liquidez para touros alavancados.

6. GameStop transfere 100 BTC para Coinbase Prime
A varejista moveu cerca de US$ 9,5 milhões para o braço institucional da Coinbase. Embora possa indicar gestão de tesouraria, o movimento reforça a posição da GameStop como a 22ª maior detentora pública de Bitcoin.

7. Binance encerra taxa zero para ordens taker em pares FDUSD
A partir de 29 de janeiro, a cobrança de taxas retorna para ordens imediatas em sete grandes ativos, incluindo BTC e ETH. A mudança visa incentivar liquidez maker e facilitar o acesso ao programa VIP da exchange.


🔍 O Que Monitorar

  • Volumes de Saque em CEX: Acompanhar saídas massivas de BTC e ETH para carteiras frias como resposta ao receio de segurança.
  • Andamento do Bill Cripto: Monitorar o posicionamento de legisladores americanos para sinais de avanço ou novo adiamento no Senado.
  • Market Share na Coreia do Sul: Observar se o volume de negociação migra para Upbit e Bithumb após o bloqueio de apps internacionais.
  • Nível de US$ 2,04 no XRP: Um rompimento abaixo deste suporte pode desencadear novas cascatas de liquidação.

🔮 Perspectiva

Nas próximas 48 horas, esperamos que o sentimento de cautela predomine enquanto o mercado digere as perdas recordes reportadas pela PeckShield. O viés é pessimista marginal para exchanges centralizadas, mas os fundamentos de adoção corporativa e institucional fornecem um suporte para os preços. Caso o cenário de segurança não apresente novos incidentes críticos, a força do setor de cartões e pagamentos pode sustentar uma recuperação gradual. Investidores devem evitar alavancagem excessiva, especialmente em altcoins como XRP, que demonstraram fragilidade em seus livros de derivativos. Acompanhe de perto as movimentações regulatórias em Washington, pois qualquer avanço na estrutura de mercado será o principal gatilho de alta sustentável para o início de 2026.


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