Por que o rali histórico do Monero parou de repente? A resposta está em um roubo de US$ 282 milhões. Em 17 de janeiro de 2026, o XMR corrigiu mais de 5% em 24 horas, perdendo 22% desde o pico de US$ 797, após investigador on-chain ZachXBT ligar a alta a um roubo de US$ 282 milhões em Bitcoin e Litecoin via engenharia social. O mercado de moedas de privacidade sente o impacto.
Queda Acentuada Após Máxima Histórica
O Monero (XMR), principal privacy coin, alcançou um all-time high (ATH) de US$ 797 há apenas três dias, impulsionando sua capitalização de mercado para acima de US$ 14,7 bilhões. No entanto, a euforia durou pouco. Em 17 de janeiro, o ativo despencou para US$ 617, uma correção de mais de 22% desde o topo, com perda de US$ 3 bilhões em valor de mercado nas últimas 72 horas.
Apesar da retração, o XMR ainda registra ganho semanal de 33%, destacando-se entre as criptomoedas. Essa volatilidade reflete não só dinâmicas técnicas, mas também eventos externos que afetam a percepção de risco. Investidores em moedas focadas em anonimato devem estar atentos a como associações negativas podem acelerar vendas em massa.
A correção afastou o Monero do Top 10 do CoinGecko por capitalização, sinalizando cautela no ecossistema de privacy coins. Esse movimento serve como lembrete dos riscos inerentes a ativos com narrativas controversas.
Análise de ZachXBT: Conversões Artificiais Impulsionaram o Preço
O investigador on-chain ZachXBT revelou detalhes do golpe ocorrido em 10 de janeiro, onde criminosos roubaram mais de US$ 282 milhões em BTC e LTC de uma vítima única, usando engenharia social em uma hardware wallet. Os fundos foram convertidos para XMR por meio de múltiplas instant exchanges, gerando um choque de oferta artificial que elevou o preço.
"The attacker began converting the stolen LTC & BTC to Monero via multiple instant exchanges, causing the XMR price to sharply increase", escreveu ZachXBT em post no X. Essa ligação explica o pump repentino, desacreditando teorias iniciais de uma tendência orgânica de "privacy narrative", similar ao que impulsionou Zcash no fim de 2025.
ZachXBT descartou envolvimento de atores estatais como a Coreia do Norte, apontando para outros criminosos. Essa transparência on-chain esfriou o entusiasmo, transformando ganho em pânico vendedor.
Riscos para Moedas de Privacidade e Lições para Investidores
A associação do rali do Monero com um roubo de US$ 282 milhões expõe vulnerabilidades das moedas de privacidade. Projetadas para anonimato, elas atraem tanto usuários legítimos quanto ilícitos, criando um "efeito mancha" que amplifica correções. O impacto psicológico é imediato: confiança abalada leva a liquidações rápidas.
Para brasileiros expostos ao XMR, isso reforça a necessidade de diversificação. Narrativas de privacidade podem gerar pumps explosivos, mas eventos criminais revertem ganhos com velocidade alarmante. O market cap atual de US$ 11,5 bilhões reflete essa realidade volátil.
Outras privacy coins como ZEC e ARRR também sofrem contágio, embora em menor grau. Reguladores globais monitoram esses ativos de perto, o que pode pressionar ainda mais os preços.
O Que Monitorar em Meio à Volatilidade
Vale observar se o suporte em US$ 617 segura ou se novas vendas testam níveis inferiores. A recuperação dependerá de dissociação da notícia negativa e retorno à narrativa positiva de privacidade em um mundo de crescente vigilância digital.
Investidores devem priorizar due diligence on-chain e evitar FOMO em pumps suspeitos. Ferramentas como as usadas por ZachXBT são essenciais para identificar manipulações. Em um mercado onde crimes financiam rallies, proteção é prioridade.
💰 Comece a investir em criptomoedas: Abra sua conta gratuita na Binance e acesse um dos maiores ecossistemas cripto do mundo.
📢 Este artigo contém links de afiliados. Ao se cadastrar através desses links, você ajuda a manter o blog sem custo adicional para você.
⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.