A economia cripto do Irã atingiu mais de US$ 7,78 bilhões em atividade total em 2025, crescendo a um ritmo acelerado em meio a sanções internacionais, inflação galopante acima de 40-50%, protestos internos e escalada de conflitos regionais. De acordo com relatório da Chainalysis, o Bitcoin emergiu como ferramenta essencial para contornar restrições econômicas e preservar capital, especialmente durante crises como bombardeios e ataques cibernéticos.
Crescimento Acelerado em Tempos de Instabilidade
O volume de transações on-chain no Irã disparou em resposta a eventos geopolíticos críticos. Em janeiro de 2024, os bombardeios em Kerman, que mataram quase 100 pessoas em um memorial para o comandante da IRGC-Quds, Qasem Soleimani, coincidiram com picos de atividade cripto. Similarmente, os ataques de mísseis iranianos contra Israel em outubro de 2024, após assassinatos de líderes do Hamas e Hezbollah, impulsionaram fluxos.
O conflito de junho de 2025 marcou um ápice, com strikes conjuntos EUA-Israel contra infraestrutura nuclear e de mísseis iranianos. Nesse período, registraram-se ciberataques à exchange Nobitex – a maior do país – e ao Bank Sepah, ligado à IRGC, além de invasões em transmissões de TV estatal. Esses episódios destacam como a criptoeconomia iraniana acelera sob pressão, superando o crescimento de 2024 e refletindo o colapso do rial, que desvalorizou 90% desde 2018.
Domínio da Guarda Revolucionária Islâmica
A IRGC emergiu como força dominante na criptoeconomia local. Endereços ligados a redes de facilitação da Guarda representaram mais de 50% do valor total recebido no quarto trimestre de 2025. O fluxo para esses wallets saltou de US$ 2 bilhões em 2024 para mais de US$ 3 bilhões em 2025, segundo estimativas conservadoras da Chainalysis.
Esses números são um ‘lower-bound’, baseados apenas em wallets identificados por sanções do Tesouro dos EUA e do Escritório Nacional de Contra-Terrorismo Financiamento de Israel. A escala real pode ser maior, considerando empresas de fachada, facilitadores ocultos e wallets não rastreados usados em vendas ilícitas de petróleo, evasão de sanções, lavagem de dinheiro e apoio a grupos proxies regionais. Isso reforça o papel do Bitcoin como ativo estratégico estatal em zonas de conflito.
População Busca Refúgio em Bitcoin Durante Crises
Além do uso estatal, cidadãos comuns voltaram-se para cripto em momentos de caos. Durante protestos massivos entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, sob blackout de internet, houve aumento significativo no valor médio diário de transações e transferências para wallets pessoais. Retiradas de exchanges iranianas para wallets Bitcoin individuais dispararam, sinalizando adoção de self-custody para proteção de capital contra inflação e instabilidade política.
Esse padrão evidencia o Bitcoin não só como ferramenta governamental para burlar sanções, mas como mecanismo de sobrevivência individual em economias sancionadas, com implicações para a adoção global em regiões voláteis.
Implicações Geopolíticas Globais
O boom cripto iraniano ilustra a resiliência do Bitcoin em cenários adversos, desafiando narrativas ocidentais sobre sua utilidade. Enquanto sanções visam isolar Teerã, a tecnologia blockchain oferece canais paralelos, potencializando tensões no Oriente Médio. Investidores globais devem monitorar como esses fluxos impactam mercados, especialmente com o IRGC expandindo sua pegada digital. A criptoeconomia sob guerra redefine o jogo financeiro internacional.
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