Policiais cartoon bloqueando carteiras digitais rachadas de golpistas sombrios, representando Operação Mirage contra golpe de R$4 mi em cripto

Operação Mirage: PC-RS Bloqueia Carteiras de Cripto em Golpe de R$ 4 Mi

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul deflagrou nesta quarta-feira (14/01/2026) a Operação Mirage, visando desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes eletrônicas. Foram cumpridos 125 mandados judiciais em São Paulo e Goiás, incluindo cinco prisões preventivas e o bloqueio de carteiras de criptomoedas. Pelo menos 40 vítimas foram identificadas em todo o Brasil, com prejuízos que ultrapassam milhões de reais — uma delas perdeu isoladamente R$ 4 milhões.


Detalhes da Operação e Ações Policiais

A ação foi coordenada pela Delegacia de Polícia de Investigações Cibernéticas Especiais (Dicesp), do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DERCC). Além das prisões, as autoridades bloquearam 85 contas bancárias, sequestraram veículos e apreenderam milhares de chips de telefonia móvel, celulares, computadores e veículos de luxo. O foco principal recaiu sobre suspeitos que operavam um esquema sofisticado de fraudes, utilizando plataformas falsas para simular investimentos rentáveis.

Embora os detalhes técnicos sobre o bloqueio das carteiras de criptoativos ainda não tenham sido divulgados, investigações indicam que os criminosos mantinham contas em corretoras brasileiras, facilitando a intervenção judicial. Essa capacidade demonstra avanços na rastreabilidade de transações em blockchain por parte das forças policiais, mesmo em um ambiente pseudônimo como o das criptomoedas.

A colaboração interestadual com as polícias civis de São Paulo e Goiás foi essencial para o cumprimento simultâneo dos mandados, evitando a dispersão de provas e a fuga de líderes do grupo.

Como Funcionava o Esquema de Fraudes

Os golpistas iniciavam o contato por meio de anúncios patrocinados em redes sociais, prometendo lucros extraordinários com investimentos em ações brasileiras. As vítimas eram direcionadas a grupos fechados, onde recebiam supostas dicas de especialistas. Posteriormente, eram induzidas a transferir valores via PIX para contas de empresas laranjas.

Os recursos eram “convertidos” em criptoativos em uma plataforma falsa controlada pelos criminosos, que inflava artificialmente os saldos e lucros para incentivar aportes adicionais. Após ciclos de ganhos fictícios, perdas abruptas eram simuladas, atribuídas a “erros operacionais” das vítimas. Uma única pessoa perdeu R$ 4 milhões nesse esquema, destacando a escala das operações.

Essa tática clássica de pump and dump, adaptada para cripto, explora a confiança em retornos rápidos que é comum em mercados voláteis como o de ativos digitais.

Alerta da Delegada e Medidas Preventivas

A delegada Isadora Galian, responsável pela investigação, enfatizou a importância da cautela: “Promessas de lucros extraordinários, especialmente em criptomoedas, devem ser vistas com extrema desconfiança”. Ela recomendou verificar o registro de empresas junto à CVM e ao Banco Central antes de qualquer investimento.

Para se proteger, investidores devem priorizar plataformas reguladas, evitar grupos de sinal pagos e realizar due diligence sobre promessas de alta rentabilidade. Ferramentas como verificadores de blockchain (explorers) ajudam a rastrear fluxos suspeitos de fundos.

Essa operação reforça o cerco às fraudes no Brasil, com polícias aprimorando técnicas de análise forense em cripto.

Implicações para o Mercado Cripto Brasileiro

A Operação Mirage sinaliza maior escrutínio sobre o uso de criptomoedas em crimes financeiros. Corretoras nacionais, obrigadas a cumprir ordens judiciais, tornam-se aliadas involuntárias na repressão a lavagem de dinheiro. Para usuários legítimos, isso eleva a credibilidade do setor, mas exige maior transparência.

Investidores devem monitorar atualizações oficiais da PCRS e reportar suspeitas à polícia cibernética. Casos como esse destacam que, apesar da pseudonimidade, transações em blockchain deixam rastros analisáveis por autoridades equipadas.


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