O Paquistão assinou um acordo pioneiro com a World Liberty Financial (WLF), plataforma cripto ligada à família Trump, para adotar a stablecoin USD1 em pagamentos cross-border. A parceria envolve diretamente o banco central paquistanês, integrando o token ao sistema de pagamentos digitais regulado do país. Anunciado em 14 de janeiro de 2026, o movimento sinaliza o fim das fronteiras financeiras tradicionais para nações emergentes, substituindo gradualmente o SWIFT por soluções blockchain mais eficientes.
Detalhes da Colaboração com o Banco Central
A iniciativa posiciona a USD1 como complemento à infraestrutura de moeda digital existente no Paquistão. De acordo com fontes, a WLF trabalhará em conjunto com o State Bank of Pakistan para otimizar transações internacionais, reduzindo custos e tempos de liquidação. O CEO da WLF, Zach Witkoff, visitará Islamabad para formalizar o anúncio, destacando o compromisso com a integração regulada.
Essa abordagem permite que o stablecoin opere em paralelo às moedas digitais nacionais, facilitando remessas — uma fonte vital de divisas para o Paquistão, que recebe bilhões anualmente de sua diáspora. A stablecoin, atrelada ao dólar americano, oferece estabilidade em meio à volatilidade cambial local, atraindo interesse de reguladores globais atentos à inovação financeira soberana.
Contexto Geopolítico e Laços EUA-Paquistão
O acordo fortalece os laços entre Paquistão e Estados Unidos em um momento de realinhamento geopolítico. Sob a administração Trump, políticas pró-cripto nos EUA pavimentaram o caminho para parcerias como essa, com a WLF — lançada em setembro de 2024 — emergindo como ponte entre o Ocidente e mercados emergentes. Para Islamabad, representa uma diversificação estratégica ante dependências de sistemas como o SWIFT, controlado por potências ocidentais.
Analistas veem nisso um teste para a adoção estatal de stablecoins, especialmente aquelas emitidas por entidades privadas com backing político. O Paquistão, historicamente pressionado por sanções e flutuações econômicas, ganha autonomia financeira via blockchain, ecoando movimentos em nações como El Salvador e Nigéria.
Evolução da Adoção Cripto no Paquistão
Essa parceria constrói sobre bases sólidas: em abril de 2025, a WLF assinou um memorando com o Pakistan Crypto Council, envolvendo reuniões com o primeiro-ministro e ministros de finanças e defesa. O governador do banco central anunciou em julho planos para um piloto de moeda digital e legislação para ativos virtuais, visando reduzir o uso de dinheiro físico e modernizar remessas.
O Paquistão avança em regulação cripto, aprovando plataformas como Binance e HTX, posicionando-se como hub regional. A integração da USD1 acelera essa transição, permitindo transações mais rápidas e baratas, essenciais para uma economia com PIB de US$ 340 bilhões e desafios em inclusão financeira.
Implicações Globais para Stablecoins
Para investidores e traders brasileiros, esse desenvolvimento ilustra como stablecoins desafiam o status quo financeiro. Países emergentes, pressionados por inflação e controles cambiais, adotam USD1 e similares para acessar dólares digitais sem intermediários bancários tradicionais. É provável que isso inspire outras nações do Sul Global, ampliando a utilidade de tokens como USD1 em ecossistemas DeFi.
Vale monitorar aprovações regulatórias e volumes de transação iniciais, que definirão o sucesso. Enquanto isso, a geopolítica cripto ganha novo capítulo, com stablecoins como ferramenta de soberania econômica.
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