Lobista bancário cartoon bloqueando porta 'CLARITY' enquanto personagens cripto empurram, simbolizando lobby de Wall Street contra regulação nos EUA

Lobby Bancário Sabota CLARITY Act? Cripto Acusa Wall Street de Traição

A indústria cripto nos EUA acusa gigantes de Wall Street de sabotar o CLARITY Act, projeto de lei que promete clareza regulatória para o mercado de ativos digitais. Bancos tradicionais, via lobby intenso, impulsionaram mais de 75 emendas no Senado para restringir stablecoins e proibir yields, temendo fuga de depósitos para plataformas como Coinbase. A batalha, que mancha o bill às vésperas da votação, revela tensões geopolíticas entre finanças tradicionais e inovação digital.


Batalha pelo Yield em Stablecoins

Após a aprovação do GENIUS Act em 2025, que regulou stablecoins mas permitiu rewards por terceiros, bancos como os representados pela American Bankers Association (ABA) e Bank Policy Institute entraram em cena. Eles alegam que programas de yield em stablecoins, como os da Coinbase, ameaçam o sistema de depósitos, essencial para empréstimos em community banks. “É uma disrupção multitrilionária”, argumentam, mas a cripto rebate: os bancos mascaram interesses em dominância de pagamentos.

Kara Calvert, da Coinbase, chama de farcical a narrativa, destacando que saldos em stablecoins não são depósitos segurados pelo FDIC, pois não são reinvestidos pelos emissores. Brian Armstrong, CEO da exchange, ameaçou retirar apoio ao bill se yields forem banidos, após faturar US$ 355 milhões com stablecoins no Q3. O draft liberado na segunda-feira impõe compromisso: sem yield para holdings estáticos, mas liberado para transações ativas.

As 75 Emendas: De Yield a Anti-Corrupção

Senadores de ambos os partidos, incluindo Thom Tillis e Angela Alsobrooks, propuseram mais de 75 emendas ao Digital Asset Market Clarity Act. Muitas miram o yield: remoção de exceções, proibições totais e novas regras de risco. Outras vão além, como anti-corrupção (Chris Van Hollen), proteção a DeFi, mixers e até quorum em agências reguladoras.

Democratas como Elizabeth Warren e Ruben Gallego pressionam por ética, citando laços de Trump com cripto. Republicanos como Cynthia Lummis defendem o bill. O markup no Senate Banking Committee ocorre quinta-feira, com Agriculture Committee adiado para fim de janeiro. A maioria das emendas deve cair, mas o lobby bancário já forçou mudanças.

Implicações Geopolíticas para o Mercado Global

Para brasileiros, essa guerra em Washington ecoa: regulação clara atrai investimentos, mas monopólios bancários globais resistem à desintermediação. Se o bill avançar sem concessões excessivas, stablecoins ganham legitimidade; caso contrário, incerteza persiste. Summer Mersinger, da Blockchain Association, alerta: os bancos priorizam incumbency sobre inovação. Investidores devem monitorar o vote, pois afeta DeFi, custódia e adoção nos EUA, epicentro regulatório mundial.

O risco é alto: sem clareza, o setor cripto perde terreno para rivais como UE (MiCA). Plataformas como Coinbase preparam respostas, mas o lobby de Wall Street testa a resiliência da indústria.


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