Fênix Monero cartoon emergindo de pergaminho flamejante com XMR e 687, ignorando ban em Dubai enquanto Zcash murcha, ilustrando ATH e Efeito Streisand

Monero Bate ATH de US$ 687 e Ignora Ban em Dubai

O Monero (XMR) atingiu um novo recorde histórico acima de US$ 687 nesta terça-feira (13), subindo 14% em 24 horas e 45% na semana, em meio a um cenário de proibições regulatórias. Dubai acabou de banir tokens de privacidade como XMR em exchanges reguladas, mas o preço só acelerou. Bem-vindo ao Efeito Streisand das criptos: quanto mais tentam sufocar a privacidade, mais o mercado a celebra. Onde há banimento, há ganho — e o XMR ri por último.


O Ban em Dubai e a Ironia Regulatória

Enquanto reguladores em Dubai, via Dubai Financial Services Authority (DFSA), proibiam privacy tokens como Monero e Zcash em plataformas reguladas no DIFC a partir de 12 de janeiro, o XMR respondia com uma risada em alta: preço disparando para além dos US$ 687. A justificativa? Riscos de lavagem de dinheiro e sanções. Mas, ironicamente, a medida só destacou a demanda por financial confidentiality em um mundo de vigilância crescente.

É o clássico paradoxo: governos querem transparência total, mas o povo busca o oposto. KYC e AML mais rígidos impulsionam fluxos para moedas que realmente protegem transações. Dubai permite holding em wallets privadas, mas o recado é claro: ‘privacidade só se for nossa’. O mercado, porém, vota com os pés — ou melhor, com os bots de trading.

Monero vs Zcash: Rotação de Capital em Tempo Real

Enquanto o Monero quebra a barreira dos US$ 670, seu rival Zcash (ZEC) implode com uma crise de governança digna de novela. A equipe core de desenvolvedores renunciou em massa após disputas com a Electric Coin Company e a Bootstrap Foundation, sobre funding e controle de assets como a wallet Zashi. Resultado? ZEC despenca 20-25%, de picos de US$ 744 para perto de US$ 400.

Analistas chamam ZEC de ‘portfolio killer’. Capital de privacidade rotaciona agressivamente para XMR, que mantém tendência de canal ascendente desde 2020. Monero, descentralizado e sem dramas internos, prova que na privacidade, estabilidade técnica vale ouro — ou melhor, vale privacy coins em alta.

Contexto Global: UE e a Vigilância em Ascensão

O fenômeno não para em Dubai. A União Europeia planeja banir privacy coins como XMR e ZEC a partir de 2027, como parte de regras AML mais duras. Isso, somado a escrutínio global sobre mixers como Tornado Cash, só alimenta a narrativa: em tempos de ‘surveillance economy’, privacidade vira ativo premium.

Privacy coins superam o mercado amplo nos últimos três meses, pós-crash de US$ 19 bi em outubro. Volume de trading de XMR explode 32%, market cap vira top 12. Santiment alerta para hype social elevado — social dominance no pico —, sugerindo cautela para entradas tardias. Desenvolvimento cai desde janeiro, mas preço ignora.

O Que Isso Significa para o Mercado?

O ‘Efeito Streisand’ em cripto é real: proibições viram combustível. Reguladores esperam domar o ‘lado sombrio’, mas acabam impulsionando demanda por ferramentas que desafiam o status quo. Monero ri das tentativas, enquanto Zcash serve de lição: governança fraca mata mais que bans.

Investidores devem monitorar resistência em US$ 700 para XMR e suporte ZEC em US$ 300. Vale observar se o hype esfria ou se privacidade vira o novo meta de 2026. O mercado adora ironias — e elas pagam bem.


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