Figuras institucionais cartoon esvaziando cofre de ETFs Bitcoin com fluxo dourado descendente até marca 90K, ilustrando saídas de US$1,38 bi

Saídas de US$ 1,38 bilhão em ETFs Bitcoin: Correção Saudável ou Topo?

Os ETFs spot de Bitcoin nos EUA acumularam saídas de US$ 1,38 bilhão em quatro sessões consecutivas, coincidindo com a queda do BTC para US$ 90.200. Gigantes como BlackRock (IBIT) e Fidelity (FBTC) lideraram os resgates, com US$ 193 milhões saindo de um único fundo em um dia. Esse movimento, em meio a um discurso restritivo do Federal Reserve, levanta dúvidas: correção saudável ou topo estrutural? Investidores precisam de dados frios para navegar a volatilidade.


Fluxos Negativos nos Principais ETFs

A sequência de saídas intensificou-se após um início de janeiro positivo, com mais de US$ 1,16 bilhão em entradas nos primeiros dias. Entre 6 e 9 de janeiro, os ETFs spot registraram perdas acumuladas que pressionaram o preço do Bitcoin para baixo. O IBIT da BlackRock, com AUM de US$ 70,4 bilhões, viu US$ 193 milhões em resgates em uma sessão, equivalente a 0,27% de seu tamanho. Já o FBTC da Fidelity acumulou múltiplos dias negativos, refletindo realização de lucros institucionais rápidos.

Na semana de 5 a 9 de janeiro, as saídas somaram cerca de US$ 681 milhões, um padrão recorrente de ‘compra no início do ano e venda rápida’. Para o mercado brasileiro, esses fluxos servem como indicador precoce de apetite global por risco, especialmente com o BTC testando suportes críticos.

Contexto Macro e Saídas Semanais Amplas

Fundos de criptoativos registraram saídas semanais de US$ 454 milhões, com produtos ligados ao Bitcoin perdendo US$ 405 milhões e Ethereum US$ 116 milhões. O motivo principal: dados macroeconômicos fortes nos EUA reduziram apostas em cortes de juros do Fed em março, elevando o dólar e pressionando ativos de risco. Nos EUA, saídas somaram US$ 569 milhões, enquanto Europa e Ásia mostraram inflows modestos.

Curiosamente, altcoins como XRP (US$ 45,8 milhões em entradas) e Solana (US$ 32,8 milhões) atraíram capital, sugerindo rotação setorial em vez de pânico generalizado. No entanto, o Bitcoin, como benchmark, absorve o grosso da pressão inicial.

Análise Técnica: Suportes e Sinais Bearish

O BTC caiu abaixo da média móvel de 20 dias em US$ 92.800, com RSI em 42 (neutro-baixista) e MACD negativo. Suporte imediato em US$ 89.500, testado recentemente; quebra pode levar a US$ 86.000. Volume spot caiu 18%, indicando indecisão. Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin opera a R$ 491.739 (variação +0,34% em 24h), alinhado à fraqueza global.

Do ponto de vista cético, isso pode ser uma correção de meio de ciclo, limpando ‘mãos fracas’ antes da próxima pernada altista. Mas se os fluxos negativos persistirem, com Fed hawkish, o risco de topo local aumenta — monitore o supply em exchanges (11,5% da oferta) e hash rate acima de 620 EH/s para contrapeso.

Implicações para Investidores Brasileiros

Para o público local, esses fluxos reforçam a necessidade de gestão de risco: evite alavancagem em suportes frágeis e priorize posições de longo prazo. A correlação com o dólar forte impacta diretamente o BRL/BTC. Embora saídas limhem especuladores fracos, o ceticismo construtivo dita cautela — o topo de ciclo ainda parece distante, mas não subestime reversões macro. Dados on-chain limitam downside estrutural, mas volatilidade de curto prazo persiste.


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