Monolito dourado intacto contrastando com prisma BTC fragmentado e rachado, simbolizando recordes do ouro versus queda do Bitcoin e questionamento do 'ouro digital'

Ouro em Recordes vs Bitcoin Abaixo de US$ 90.000: Ouro Digital Falhou?

Onde está o ouro digital? Enquanto o ouro real atinge recorde acima de US$ 4.900 por onça, o Bitcoin despenca abaixo dos US$ 90.000, negociado em torno de US$ 89.588. Essa divergência macroeconômica expõe fragilidades na narrativa que compara BTC ao metal precioso, em um contexto de tarifas trumpistas, expectativas de corte do Fed e inflação PCE em 2,8%. Investidores buscam refúgio no ativo testado por séculos.


Divergência nos Preços: Ouro Sobe, BTC Cai

O ouro consolidou uma máxima histórica acima de US$ 4.900 por onça, impulsionado por tensões geopolíticas e um dólar enfraquecido. No Brasil, o XAU-BRL chegou a R$ 26.247 em máxima diária, com cotação atual em torno de R$ 26.010. Em contrapartida, o Bitcoin perdeu o suporte psicológico de US$ 90.000, caindo 1,12% nas últimas 24 horas.

Segundo o Cointrader Monitor, o BTC opera a R$ 470.617, com variação de -1,83% no dia. Essa estagnação contrasta com o rally do ouro, que ganha tração em ciclos de incerteza, enquanto o BTC enfrenta pressão vendedora em meio a choques macro.

Gap de Confiança: Por Que o Ouro Vence?

Analistas como Lancaster.ETH destacam o gap de confiança entre os ativos. O ouro, com reputação multicentenária, é visto como refúgio defensivo comprovado. Já o Bitcoin, apesar de 15 anos de existência, permanece dependente de narrativas especulativas e ainda em fase de construção de credibilidade.

"Pessoas vendem o que temem e compram o que conhecem", resume o analista. Em tempos de medo macro, o BTC sofre vendas aceleradas devido à curva de aprendizado dos investidores. O ouro, por outro lado, atrai fluxos institucionais estáveis, beneficiado por sua clareza histórica.

Fatores Macro e Opiniões Divergentes

O ambiente macro reforça a tese. Tarifas impostas por Trump sobre importações europeias pressionam criptoativos especulativos, enquanto metais preciosos se beneficiam. A inflação PCE nos EUA ficou em 2,8% ao ano, alinhada às expectativas, mantendo foco nas decisões do Fed sobre cortes de juros.

Merlijn The Trader prevê rotação de capitais pós-choque macro, com bonds e debasement monetário favorecendo cripto no longo prazo. Já Jacob King é mais pessimista: "Dinheiro sai de ativos especulativos para metais; BTC sem utilidade clara contra choques tarifários". Peter Grant, da Zaner Metals, cita atrito geopolítico e dólar fraco como drivers do ouro.

Implicações para a Tese do ‘Ouro Digital’

A narrativa do Bitcoin como ouro digital enfrenta teste rigoroso. Sem a resiliência do metal físico em crises, o BTC revela viés especulativo. Investidores devem monitorar yields de bonds, política monetária e fluxos para metais. Vale questionar: em incertezas globais, o refúgio seguro é o testado ou o promissor? O mercado sugere cautela com promessas narrativas.


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