Vórtex negro sugando pilares de energia dourado, cyan e roxo de ETFs BTC, ETH e XRP, representando saídas recordes de US$ 1 bilhão

Saída Recorde de US$ 1 Bilhão em ETFs: XRP e Ether Despencam

Os ETFs de Bitcoin e Ether registraram saídas líquidas de quase US$ 1 bilhão na quinta-feira, 30 de janeiro de 2026, enquanto os XRP spot ETFs sofreram recorde negativo de US$ 93 milhões. O movimento institucional coincide com queda de 6% no mercado cripto total, que recuou de US$ 3 trilhões para US$ 2,92 trilhões, segundo dados de SoSoValue. O XRP atingiu o menor preço do ano, abaixo de US$ 1,73.


Detalhes dos Fluxos Negativos nos ETFs

Os spot Bitcoin ETFs lideraram as saídas com US$ 817,9 milhões drenados em um dia, o maior volume desde novembro de 2025. Os Ether ETFs registraram US$ 155,6 milhões em outflows, enquanto fundos de XRP perderam US$ 92,9 milhões, conforme SoSoValue. Solana ETFs tiveram saídas menores de US$ 2,2 milhões.

Para janeiro, os fluxos de Bitcoin ETFs viraram negativos, com cerca de US$ 1,1 bilhão em outflows acumulados. Apesar disso, os BTC ETFs mantêm US$ 107,65 bilhões em ativos sob gestão (AUM), representando 6,5% da capitalização de mercado do Bitcoin, estimada em US$ 1,65 trilhão. Ether ETFs somam US$ 16,75 bilhões em AUM, ou 5% do market cap do ETH (US$ 330 bilhões).

Os XRP spot ETFs de emissores como Canary, Bitwise, Franklin, Grayscale e 21Shares ainda detêm US$ 1,21 bilhão em XRP, com inflows líquidos de US$ 1,17 bilhão desde a aprovação da SEC em novembro.

Impacto Direto nos Preços dos Ativos

O XRP caiu para abaixo de US$ 1,73, marcando o menor preço do ano e uma desvalorização de 44% em relação ao início de 2026. Liquidações de posições compradas em XRP atingiram US$ 57 milhões (CoinGlass), ampliando o sell-off. No Brasil, o XRP cotado a R$ 8,97 (-1,36% em 24h, AwesomeAPI), reflete a pressão vendedora.

Ether recuou para cerca de US$ 2.642, com cotação local em R$ 13.938,84 (-1,85%). Bitcoin, em R$ 437.576,61 (+1,75% 24h, Cointrader Monitor), mostrou resiliência relativa, mas contribuiu para o market cap cripto menor.

Os dados mostram correlação entre outflows institucionais e retração de preços, com ETFs representando 5,7% do total market cap cripto via ETPs (US$ 178 bilhões AUM).

Contexto Macro e Fatores Contribuintes

A sangria coincide com fraqueza em ativos de risco: ouro caiu 4% após pico acima de US$ 5.300, tech stocks como Microsoft despencaram 10%, e preocupações com tarifas de Trump e tensões EUA-Irã pesam nos mercados. Geopolítica e bolha de IA são citados como gatilhos.

Alavancagem alta em exchanges como Hyperliquid gerou US$ 87,1 milhões em liquidações compradas em poucas horas (CryptoQuant). O dólar enfraquecido pode criar oportunidades para investidores brasileiros, mas a volatilidade persiste.

Níveis Técnicos e Volumes a Monitorar

Traders devem observar o suporte em US$ 1,69 para XRP (nível atual), com resistência próxima de US$ 1,73. Para Ether, o suporte em US$ 2.600 e volume 24h nos ETFs indicam pressão contínua. Bitcoin testa US$ 82.000, com volume local de 397 BTC em 24h.

Os fluxos diários de SoSoValue e AUM dos ETFs fornecem transparência: entradas revertem tendências, enquanto saídas acima de US$ 500 milhões sinalizam risco de correção adicional. Dados atualizados mostram validade curta dessas métricas.


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Executivos cartoon em carrinho de montanha-russa subindo com +2.2B e descendo com -394M, simbolizando volatilidade de fluxos em ETFs de Bitcoin

ETFs de Bitcoin: De US$ 2,2 Bi em Entradas a Saídas de US$ 394 Mi

Os ETFs spot de Bitcoin nos EUA registraram entradas recordes de US$ 2,2 bilhões na semana passada, impulsionados por gigantes como BlackRock e Fidelity. No entanto, uma reversão abrupta ocorreu com saídas de US$ 394 milhões na sexta-feira, refletindo tensões geopolíticas como disputas na Groenlândia e ameaças tarifárias. Essa montanha-russa institucional destaca a vulnerabilidade do capital a choques macroeconômicos, mesmo com apetite inicial forte.


Inflows Recorde na Semana Passada

De acordo com dados da CoinShares, produtos de investimento em criptoativos atraíram US$ 2,17 bilhões na semana encerrada em 19 de janeiro, o maior volume desde outubro de 2025. O Bitcoin dominou com US$ 1,55 bilhão, representando 71% do total, graças aos ETFs spot americanos. BlackRock liderou com US$ 1,3 bilhão em entradas, seguido por Fidelity e Grayscale.

Altcoins como Ethereum registraram apenas US$ 25 milhões, enquanto Solana e Avalanche tiveram fluxos mínimos. Essa concentração no Bitcoin reflete a preferência de gestores tradicionais por ativos percebidos como mais seguros, em meio a um mercado volátil. Os EUA capturaram US$ 2,05 bilhões das entradas globais, com Alemanha e Suíça em posições secundárias.

Reversão por Tensões Geopolíticas

O otimismo inicial evaporou no final da semana devido a tensões diplomáticas na Groenlândia, renovadas ameaças de tarifas comerciais e expectativas de continuidade de política dovish no Fed com Kevin Hassett. Sexta-feira viu saídas de US$ 378 milhões, invertendo o fluxo positivo e sinalizando cautela.

Essa mudança reflete um comportamento de aversão ao risco amplo, com investidores migrando para ativos tradicionais como ouro. Segundo o Cointrader Monitor, o Bitcoin opera a R$ 491.761, com variação de -1,98% em 24 horas, alinhado à pressão vendedora.

Desempenho dos Principais ETFs e Implicações

Na abertura da nova semana, os Bitcoin ETFs registraram saída líquida de US$ 394,68 milhões em 16 de janeiro, com Fidelity liderando perdas em US$ 205 milhões. BlackRock, porém, atraiu US$ 15 milhões, mantendo resiliência. Inflows cumulativos ainda somam US$ 57,82 bilhões, equivalentes a 6,53% do suprimento circulante de Bitcoin.

Esses fluxos voláteis demonstram que o capital institucional de BlackRock e Fidelity não é imune a eventos macro. Analistas veem realização de lucros de curto prazo, mas a adoção estrutural persiste. Investidores devem monitorar decisões do Fed, escaladas geopolíticas e indicadores como mNAV para avaliar o apetite futuro.

O Que Esperar Adiante

A sustentabilidade dessa tendência depende de resolução de riscos externos. Se os inflows retomarem, pode sinalizar força para 2026; caso contrário, correções mais profundas são possíveis. O mercado cripto, agora integrado aos fluxos tradicionais, amplifica impactos macroeconômicos, reforçando a necessidade de diversificação e monitoramento constante.


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