Touro cartoon escalando montanha dourada do Bitcoin, desafiado por nuvens de inflação vermelhas e seta descendente -32%, alertando riscos para bulls

Inflação Alta e Queda de Interesse Desafiam Bulls do Bitcoin

A verdade dói: sem interesse global e com inflação alta nos EUA, o Bitcoin tem fôlego para o rali? Uma pesquisa recente projeta o CPI americano acima de 4% em 2026, desafiando as apostas dos bulls em desinflação e cortes agressivos de juros pelo Fed. Ao mesmo tempo, o preço do BTC caiu para US$ 87 mil em janeiro, coincidindo com queda de 32% no interesse no X e Google Trends, segundo dados analisados.


Inflação Persistente nos EUA Acorda os Bulls

Adam Posen, do Peterson Institute, e Peter R. Orszag, da Lazard, publicaram análise prevendo que a inflação nos EUA pode ultrapassar 4% em 2026. Fatores como tarifas da era Trump, mercado de trabalho mais apertado, deportações de migrantes e déficits fiscais acima de 7% do PIB superariam os efeitos positivos de ganhos de produtividade via IA e queda na inflação de moradia.

Esses elementos criam um cenário de pressões inflacionárias que chegam com atraso aos consumidores. Tarifas, por exemplo, elevam custos de importados, passados adiante com defasagem, podendo adicionar 50 pontos-base à inflação até meados do ano. Deportações gerariam escassez de mão de obra em setores dependentes de imigrantes, impulsionando salários e demanda.

O CPI oficial caiu para 2,7% em 2025, mas analistas de bancos esperam cortes de 50-75 bps no Fed. Os bulls cripto sonham com mais, mas uma inflação teimosa pode frustrar isso, tornando ativos de risco como o Bitcoin menos atrativos.

Interesse Mundial no Bitcoin Desaba 32%

A queda do Bitcoin para US$ 87 mil em janeiro de 2026 não é isolada: coincide com perda de relevância global. No X (ex-Twitter), menções ao BTC caíram 32% em 2025 ante 2024, segundo Jameson Lopp. O Google Trends confirma: volume de buscas foi menor no ano passado, apesar de picos em 2024.

Quedas no último trimestre de 2025 aceleraram o desinteresse. Janeiro repetiu o padrão: alta inicial no mês, seguida de correção. Desde outubro, o BTC sobe no começo e despenca depois, como em liquidações violentas no dia 10. Isso sugere que a euforia popular minguou, questionando a narrativa de adoção em massa.

Sem euforia das redes sociais e buscas, o momentum de varejo enfraquece. O “Crypto Twitter” perde força, e o público geral parece cansado da volatilidade recorrente.

Bitcoin Falha como Hedge Perfeito Contra Inflação

Os bulls vendem o BTC como proteção imbatível contra inflação, mas os dados contradizem. Com inflação projetada acima de 4% e yields dos Treasuries em alta (4,31% no 10 anos), o Bitcoin caiu quase 4% na semana, para perto de US$ 90 mil. Segundo o Cointrader Monitor, o BTC está a R$ 473.486,51 (-1,49% em 24h).

Condições financeiras mais frouxas e expectativas inflacionárias desancoradas agravam o quadro. O Fed pode pausar cortes, elevando custos de oportunidade para holders de risco. Historicamente, BTC correlaciona com ações em momentos de estresse macro, não se provando o “ouro digital” infalível.

Para brasileiros, com dólar volátil, isso reforça: diversifique além do hype cripto.

Próximos Passos: Ceticismo é a Melhor Estratégia

Investidores devem questionar o otimismo cego. Monitore yields globais, decisões do Fed e tendências de busca – sinais de que o rali pode perder vapor. Com interesse minguando e inflação teimosa, o viés de baixa prevalece no curto prazo. Vale aguardar confirmações de desinflação real antes de apostar pesado.

A lição: Bitcoin não é hedge perfeito sem apoio popular e macro favorável. Faça sua pesquisa e evite FOMO em narrativas desgastadas.


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⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.