A Mastercard avalia investimento na ZeroHash após as negociações para aquisição da empresa de infraestrutura blockchain por US$ 2 bilhões terminarem sem acordo. A gigante de pagamentos sinaliza persistência no ecossistema cripto, optando por uma parceria comercial que mantém a independência da ZeroHash. Esse movimento reforça o apetite institucional por soluções on-chain, mesmo diante de obstáculos regulatórios e negociais, abrindo portas para um futuro tokenizado mais integrado ao sistema financeiro tradicional. (72 palavras)
Do Fracasso da Aquisição ao Plano B Estratégico
As discussões sobre a compra da ZeroHash foram reveladas em outubro de 2025, com valores estimados entre US$ 1,5 bilhão e US$ 2 bilhões, conforme reportado anteriormente. No entanto, a ZeroHash optou por não prosseguir com a aquisição, priorizando sua independência para continuar inovando. Um porta-voz da empresa confirmou interesse em uma parceria comercial com a Mastercard, estrutura que melhor atende seus clientes institucionais.
Essa resiliência demonstra maturidade no setor. A Mastercard, conhecida por iniciativas como o programa Engage para cartões cripto e parcerias com wallets como MetaMask, vê na ZeroHash uma peça chave para expandir sua presença em stablecoins e tokenização de ativos. O colapso do deal não freia o ímpeto; ao contrário, pavimenta um caminho mais flexível para colaboração.
Quem é a ZeroHash e Seu Valor no Ecossistema
Fundada em 2017 em Chicago, a ZeroHash oferece infraestrutura completa para trading de criptoativos, emissão de stablecoins e APIs de tokenização para instituições. Clientes como o mercado de predição Kalshi e a corretora Interactive Brokers utilizam seus serviços. Recentemente, a Interactive Brokers ativou funding de stablecoins em sua plataforma, powered by ZeroHash, facilitando depósitos diretos em USDC e similares.
Em setembro de 2025, a empresa captou US$ 104 milhões em rodada Série D, alcançando valuation de US$ 1 bilhão, liderada pela Interactive Brokers e com participação de Morgan Stanley, SoFi e Apollo. Esse endosso de players tradicionais valida sua posição como ponte entre finanças legadas e blockchain.
Implicações para Adoção Institucional
Esse interesse da Mastercard reflete uma tendência de alta: gigantes financeiras apostam em infraestrutura subjacente, não apenas em ativos especulativos. Com a tokenização de ativos reais (RWAs) ganhando tração, soluções como as da ZeroHash tornam-se essenciais para compliance, liquidez e escalabilidade. Investidores institucionais ganham com parcerias que integram cripto ao dia a dia sem rupturas.
O movimento ocorre em meio a avanços regulatórios nos EUA, com a SEC e CFTC delineando regras para stablecoins. A Mastercard, ao investir, posiciona-se para capturar valor em um mercado projetado para crescer exponencialmente, beneficiando ecossistemas como DeFi e pagamentos cross-border.
Próximos Passos e Oportunidades para o Mercado
Ainda em fase exploratória, o investimento pode incluir equity minoritário e integração tecnológica profunda. Para o leitor brasileiro, isso sinaliza confiança global em cripto, incentivando exposição a infraestrutura via ETFs ou plataformas locais. Vale monitorar anúncios oficiais, pois parcerias como essa aceleram a maturidade do setor, com retornos potenciais para early adopters.
Em resumo, a persistência da Mastercard ilustra que o caminho para adoção massiva é pavimentado por colaborações estratégicas, não apenas aquisições. O futuro tokenizado está mais próximo.
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⚠️ Este conteúdo é informativo e não constitui recomendação de investimento. Faça sua própria pesquisa antes de tomar decisões financeiras.