A Coinbase alertou que os limiares drasticamente mais altos de disclosure no projeto CLARITY Act podem empurrar projetos cripto para fora dos Estados Unidos. Karaca Calvert, head de política americana da exchange, comparou as regras a padrões internacionais como o MiCA europeu, prevendo custos de compliance que incentivem desenvolvedores a migrarem para jurisdições mais amigáveis. O alerta ocorre em meio a um racha entre líderes, com Charles Hoskinson criticando o apoio de Brad Garlinghouse ao texto.
Disclosures Excessivos Ameaçam Inovação nos EUA
Os requisitos de divulgação propostos no CLARITY Act impactam diretamente a listagem, emissão e venda de ativos digitais em mercados públicos. Segundo Calvert, esses thresholds superam normas globais, como as da União Europeia, gerando despesas proibitivas para startups em estágio inicial. Projetos que não atendam aos critérios enfrentariam tratamento como securities pela SEC, elevando barreiras regulatórias.
Essa abordagem contrasta com o objetivo do projeto de lei de definir papéis da SEC e CFTC, mas a Coinbase defende que a maioria dos tokens se enquadra melhor como commodities. O risco é uma fuga de cérebros cripto, com devs optando por Europa ou Ásia para evitar burocracia americana. Analistas apontam que isso enfraqueceria a liderança dos EUA em inovação blockchain.
Armstrong Negocia com Bancos em Davos
Enquanto isso, o CEO da Coinbase, Brian Armstrong, agenda reuniões com executivos bancários no Fórum Econômico Mundial em Davos. O foco é renegociar o projeto de lei sobre estrutura de mercado, após a exchange retirar suporte ao draft recente do Senado. Críticas incluem limites a yields de stablecoins e maior acesso governamental a dados financeiros.
Armstrong busca um ‘win-win’ entre bancos tradicionais e cripto, promovendo stablecoins em igualdade de condições. A pausa indefinida na votação do Senado abriu espaço para diálogos globais, onde Trump também participa. Essa estratégia diplomática reflete tensões geopolíticas, com os EUA arriscando perder terreno para hubs como Dubai e Singapura.
Racha Ideológico: Hoskinson vs. Garlinghouse
O embate ganhou contornos ideológicos com Charles Hoskinson, fundador da Cardano, atacando Brad Garlinghouse, da Ripple, por endossar o CLARITY Act apesar de falhas. Hoskinson argumenta que o texto, após 137 emendas, presume todos os novos projetos como securities por default, exigindo isenções da SEC – pior que o status quo sob Gensler.
‘Não é melhor que o caos’, disparou ele, acusando líderes de trocarem princípios revolucionários por poder oligárquico. Garlinghouse defende pragmatismo: ‘Não é perfeito, mas precisamos de algo’. Essa divisão interna expõe fraturas no ecossistema, entre puristas e conciliadores.
Implicações Geopolíticas para o Mercado Global
No contexto global, o CLARITY Act pode redefinir a competitividade americana. Países como Emirados Árabes e Suíça atraem talentos com regulações equilibradas, enquanto os EUA debatem. Investidores monitoram Davos por sinais de consenso, mas o risco de overregulation persiste, potencialmente acelerando a descentralização real para além das fronteiras.
Para brasileiros, isso reforça a importância de diversificar em exchanges internacionais, atentos a migrações de projetos que impactem liquidez e inovação local.
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